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Águas pela paz

Águas pela Paz é o tema do “II Seminário Internacional Água e Transdisciplinaridade”, evento gratuito, que será realizado de 11 a 14 de janeiro de 2018, no Museu da República, em Brasília/DF. O Águas pela Paz é um dos eventos preparatórios oficiais do 8º Fórum Mundial da Água e vai discutir a cultura de paz e o compartilhamento da água entre povos e nações, abordando-a com uma visão ampliada e indo além da concepção usual que a reduz a mero recurso material . Essa discussão será realizada em perspectiva internacional, intercultural, intergeracional, científica e espiritual, com base na solidariedade, no respeito aos valores e direitos humanos universais, à justiça social e à natureza.

Criar pontes e promover encontros para a criação de uma aliança global pacífica pel aconservação e uso consciente da água.

Garantir o acesso a água como um direito de todas as comunidades de vida.

Fórum Mundial da Água

Brasília irá abrigar, em março de 2018, o 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será “Compartilhando Águas”. Este é o evento mais importante da agenda de água em todo o mundo, reúne cerca de 40 mil pessoas em cada edição e acontece a cada 3 anos em diferentes países. É a primeira vez que o evento ocorre no Hemisfério Sul, em um momento de severa crise planetária, em especial no tocante ao tema da água e da adaptação às mudanças climáticas. No contexto do Fórum, o olhar para a água é o de recurso hídrico e o da gestão para o melhor aproveitamento, tendo em vista as necessidades de uso humano.

O impulso da proposição do II Seminário Internacional Água e Transdisciplinaridade – Águas pela Paz, como evento preparatório, foi o de demonstrar que a água é muito mais do que um recurso hídrico. Suas dimensões simbólica e cultural têm um sentido profundo ligado à vida de todos os viventes do nosso Planeta. Todas as tradições se remetem à água com reverência, reconhecendo sua dimensão sagrada e espiritual, o que tem implicações profundas na maneira como nos relacionamos, gerimos e cuidamos desse elemento vital, matriz da vida. Ademais, em um contexto de escassez hídrica, a tônica da cooperação e da paz deve ser a que prevalece nas relações de compartilhamento deste bem precioso.

Fórum Mundial da Água

O Brasil experimenta uma crise paradigmática cultural, política, ambiental, social e espiritual, dominada por contradições internas e profundos conflitos que abrem espaços para estratégias não só institucionalizadas, mas, sobretudo, para práticas de ação social e coletiva.

RESGUARDA UM DOS MAIS EXPRESSIVOS E SIGNIFICATIVOS CONJUNTOS DE COLEÇÕES HÍDRICAS DO PLANETA.

POSSUI UMA POSIÇÃO ESTRATÉGICA E DE VITAL RELEVÂNCIA PARA A ESTRUTURAÇÃO DE UMA PLATAFORMA DE TRANSFORMAÇÕES QUE  BUSCAM EQUILIBRAR A EQUAÇÃO DA VIDA EM CONEXÃO COM OS SISTEMAS NATURAIS
E SOCIOCULTURAIS.

VIVE A CONTRADIÇÃO DE SER BERÇO DAS ÁGUAS E DE PASSAR PELA MAIOR CRISE HÍDRICA DE SUA HISTÓRIA. 

CONQUISTOU A REALIZAÇÃO DO  8º FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA EM 2018.

Propostas
O II Seminário Águas Pela Paz propõe a imersão em uma nova cultura autorreferenciada. Incorpora a natureza, o homem e a lógica transformadora da relação entre a vida humana e a biosfera e ressignifica a relação simbólica, e também tangível, de um novo matiz capaz de sustentar um efetivo processo de mudança.

PROMOVER O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA SOBRE A  MATERIALIDADE SIMBÓLICA DA  ÁGUA E O DEBATE SOBRE SUA  CONDIÇÃO COMO ENTE DIREITO.

CONTRIBUIR COM A DIFUSÃO E IMPLEMENTAÇÃO DOS 17 OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – ODS.

 

FORTALECER E PROMOVER AÇÕES PREPARATÓRIAS JUNTO A COMUNIDADES, MOVIMENTOS SOCIAIS E PÚBLICO
INFANTO-JUVENIL.

AMPLIAR O CONCEITO DE RECURSOS HÍDRICOS, ENTENDENDO QUE A ÁGUA E SUAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE GESTÃO DEVEM IR  ALÉM DO ASPECTO DO USO,  RECONHECENDO-A COMO FONTE  DA VIDA, QUE ABARCA ASPECTOS  OBJETIVOS E SUBJETIVOS.

PRODUZIR DOCUMENTO COM A VISÃO DO ÁGUAS PELA PAZ EINFLUENCIAR DISCUSSÕES JUNTO À ONU E AO 8º FÓRUM
MUNDIAL DA ÁGUA.

FORTALECER A CAMPANHA ÁGUA E ESPIRITUALIDADE, LANÇADA EM 2013 NA ÍNDIA, QUE PROPÕE À ONU DECLARAR “ÁGUA E
ESPIRITUALIDADE” COMO TEMA DO DIA MUNDIAL DA ÁGUA.

FORTALECER A CULTURA DE PAZ E DO CUIDADO COM A ÁGUA,  GARANTINDO A SAÚDE DOS ECOSSISTEMAS E SEU ACESSO COM QUALIDADE PARA  CONSUMO NA CONDIÇÃO DE BEM PÚBLICO.

IDENTIFICAR, PROMOVER E COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS E NOVAS TECNOLOGIAS QUE POSSIBILITEM UMA AMPLIAÇÃO DO OLHAR PARA A ÁGUA, BEM COMO AS CONDIÇÕES DE ACESSO PARA AS DIVERSAS COMUNIDADES DE VIDA.

UMA PROPOSTA INCLUSIVA
CRIADA COLETIVAMENTE

AÇÃO TRANSDISCIPLINAR QUE ENVOLVE REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL, INICIATIVA PRIVADA E GOVERNO.

PROJETO COLETIVO, DEMOCRÁTICO E INCLUSIVO, COM REPRESENTATIVIDADE NACIONAL E INTERNACIONAL.

PARTICIPAÇÃO DE NOMES RECONHECIDOS E ENGAJADOS NA TEMÁTICA VINDOS DE DIFERENTES PAÍSES E COM REALIDADES DISTINTAS.

Programação
Para conquistar nossos objetivos, propomos uma programação gratuita, que transcende a discussão técnica e filosófica, propiciando uma experiência vivencial aos participantes. Estão previstas a realização de atividades corporais, vivenciais e sensoriais, apresentações culturais, oficinas, palestras magnas e painéis com personalidades de grande destaque nos temas relacionados à água e à cultura de paz. Encerraremos as atividades realizando um grande ritual ecumênico para as águas.

CRITÉRIOS PARA CONSTRUÇÃO DA PROGRAMAÇÃO

REPRESENTATIVIDADE BRASILEIRA

REPRESENTATIVIDADE
DE COMUNIDADES TRADICIONAIS

RESPEITO À  DIVERSIDADE DE GÊNERO E À IGUALDADE

TODA A PROGRAMAÇÃO INCORPORA O CONCEITO DE CULTURA DE PAZ

O PROJETO PROPÕE ALIANÇAS E PROMOÇÃO DE NOVOS PARADIGMAS

MESA DE ABERTURA

MOMENTO SOLENE QUE REUNIRÁ AUTORIDADES CONVIDADAS E REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES PARA REALIZAR A ABERTURA DO EVENTO, CRIAR VÍNCULOS, PROMOVER ALIANÇAS E DAR AS BOAS-VINDAS AO PÚBLICO E AOS PALESTRANTES.

PAINÉIS TEMÁTICOS

11 de janeiro de 2018, das 10h30 às 13h

O que é a água? Ou quem é a Água? O painel 1 objetiva lançar uma reflexão sobre a significação do papel histórico ancestral e cultura que a água desempenha desde que o homem a percebeu como um elemento essencial à sua sobrevivência pessoal e social, bem como o impacto que essas percepções causaram em sua própria sustentabilidade como recurso limitado da natureza. Na sociedade contemporânea, a Água – manifestação primordial e essencial – esvaziou-se de seu sentido pleno e sagrado, transformando-se em uma representação desprovida de ancestralidade, desconectada da própria memória do universo e da vida orgânica na Terra. Fragmentada e distanciada de sua realidade indissociável de origem e mantenedora da vida.

11 de janeiro de 2018, das 16h30 às 19h

O painel 2 busca promover uma interconexão entre diversas disciplinas e saberes para a água. Interconexão que seja capaz de responder aos complexos desafios que se apresentam para a sustentabilidade da vida no Planeta. Neste cenário a pesquisa e a inovação vêm dando uma grande contribuição ao apontar caminhos, perspectivas e soluções para a superação do cenário de crise econômica, ética, política e ambiental que atravessamos como sociedade. Porém ainda há muito a se fazer para que esses conhecimentos alcancem de forma generalizada à população mundial, e que sejam referências diretivas nas políticas públicas e privadas para o uso da água. Assim, ao propor a reflexão sobre a interconexão, esse painel visa avançar sobre algumas questões como os avanços tecnológicos e técnicos em relação a sustentabilidade da água numa perspectiva transdisciplinar; como continuar a fomentar a troca de conhecimento, propiciando a interrelação entre as várias disciplinas e saberes que abordam o tema da água; e o que ainda falta ser trilhado daqui para a frente para que sejam norteadores das ações humanas no uso da água.

27 de outubro de 2017, das 10h30 às 13h

Na atualidade planetária o acesso reduzido à água potável origina-se e multiplica-se nos cenários das mudanças climáticas, nos quadros alarmantes de degradação ambiental, na rápida urbanização e nas pressões de crescimento populacionais. Este horizonte de eventos pode intensificar ainda mais as tensões sociais e os conflitos, a instabilidade política e os fluxos de deslocamento e migrações pelo planeta. Nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda aumente 55% até 2050. Em cenário diametralmente oposto, projeta-se que as reservas hídricas do mundo podem encolher 40% até 2030. Soma-se a esse cenário desafiador, a estimativa que 20% dos aquíferos – grandes reservatórios que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios – estão sendo explorados acima de sua capacidade. Agrava-se a situação com a perspectiva que 1,8 bilhão de pessoas em breve vivam em países ou regiões afetadas pela escassez hídrica. Atualmente, aproximadamente 750 milhões de pessoas não têm acesso à água própria para o consumo.
A água é o mais básico de todos os direitos humanos e um elemento central para os assuntos globais e para a agenda de desenvolvimento, tendo implicações na paz e na segurança internacionais. Tais fatos nos colocam, como imperativo civilizacional, que possamos promover, celeremente, novos arranjos cooperativos que nos permitam, como comunidade global, a mediação de conflitos e a gestão inteligente e integrada da água e dos territórios, cenário fundamental para paz e segurança globais.

12 de janeiro de 2018, das 14h30 às 17h

Uma das singularidades da crise global é que apenas voltar a crescer não é mais uma resposta suficiente para os múltiplos desafios que nos estão postos, porque crescer não é mais sinônimo de paz, segurança, empregos e minimização de conflitos. Um dos pontos mais preocupantes deste novo contexto mundial é a escassez de água. Organizações de âmbito internacional como as Nações Unidas vêm buscando enfrentar a crise global causada pela crescente demanda global de recursos hídricos para atender às necessidades agrícolas e comerciais da humanidade, bem como crescente necessidade de saneamento básico. Esta é a centralidade da proposta deste painel: conclamar as organizações de âmbito internacionais para que possam atuar em uníssono com o objetivo de transformar a água, patrimônio estratégico da humanidade, em potencial instrumento para a promoção de uma cultura de paz e cooperação.

13 de janeiro de 2018, das 10h30 às 13h

O painel 5 tem como propósito mobilizar a reflexão sobre a água como sujeito e metáfora de religação entre o indivíduo e seu ambiente, entre a pessoa e seu universo simbólico, e apresentar experiências de processos ecoformativos capazes de sensibilizar pessoas e atores sociais sobre as dimensões éticas, estéticas e simbólicas deste elemento e enraizar conhecimentos sobre a água como matriz, nutriz e motriz da vida. Um outro objetivo deste painel é refletir sobre a ética do cuidado em contraponto ao modo de intervenção inconsequente e insustentável que está por trás da crise socioambiental contemporânea que coloca em risco os ecossistemas e comunidades de vida.

PALESTRAS MAGNAS

Palestras realizadas por grandes nomes da sociedade global, convidados a falar sobre os temas do seminário, compartilhar opiniões e enriquecer o diálogo.

CULTURA E VIVÊNCIAS

O Seminário pretende proporcionar experiências vivenciais aos participantes e para isso
reservou momentos em que serão privilegiadas atividades que utilizem arte, estímulos
sensoriais e dinâmicas de interação.

• Oficinas

• Vídeos

• Performances Artísticas

• Ritual do Entardecer

• Palco Aberto

• Minuto de Silêncio

EVENTO DE ENCERRAMENTO

ATO MACRO ECUMÊNICO

Celebração ritual que reúne representantes das várias tradições culturais e espirituais no Budismo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Pentenconstal, Candomblé, Umbanda e Indígenas de várias etnias para trazerem suas águas sagradas e a saudarem, honrarem e abençoarem com cantos e orações conforme seus ritos.

Temos como conceito geral evocar as mitopoéticas das ancestralidades ameríndias e afro-brasileiras em cujas águas primordiais navegam o imaginário cultual e espiritual de nossos povos de origem, a quem devemos honrar por preservarem e cultivar o Ser da Água, além de sua utilidade como “recurso hídrico”.  (Bené Fonteles)

Nossa Rede

Somos uma rede de pessoas e instituições públicas e privadas, de diferentes ramos de atuação, que busca criar pontes, inspirar, conscientizar e transformar por meio de um conjunto de eventos e atividades, o Águas Pela Paz.

COMITÊ DELIBERATIVO

Grupo transdisciplinar formado por representantes de instituições envolvidas com a realização do evento: Awaken Love, Universidade de Brasília – UnB, Universidade Holísitica Internacional da Paz – UNIPAZ, Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal, Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade – CIRAT, além de representantes de cada comissão.

COLEGIADO

Grupo formado por pessoas e instituições públicas e privadas de vários setores que propõem sugestões e colaboram para a realização do evento e suas ações continuadas.

CONSELHO CONSULTIVO

Representantes das principais instituições ligadas ao projeto que aconselham, inspiram, chancelam e ajudam a viabilizar articulações para a realização do evento.

INSTITUIÇÕES

Instituições não governamentais públicas e privadas, formadas pela sociedade civil sem fins lucrativos e que tem como missão a resolução de algum problema da sociedade, seja ele econômico, racial, ambiental, e etc, ou ainda a reivindicação de direitos e melhorias e fiscalização do poder público.

ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Entidades criadas pelas principais nações do mundo com o objetivo de trabalhar em comum para o pleno desenvolvimento das diferentes áreas da atividade humana: política, economia, saúde, segurança, entre outras.

UNIVERSIDADES E PESQUISADORES

Instituições de ensino, instituições de pesquisa e pesquisadores que produzem conhecimento sobre o tema Água.

PALESTRANTES CONVIDADOS:

Monge Sato
Monge-residente no Templo Shin Budista

Babalorisa Ogun Tòórikpe
Fundador da comunidade religiosa Ilé Asé Opo Osogunlade

Pujya Swami Chidanand Saraswatiji
Líder religioso e presidente do Parmarth Niketan Ashram em Rishikesh, na Índia. Co-fundador e co-presidente da Global Interfaith WASH Alliance (GIWA)

Sadhvi Bhagawati Saraswatiji
Oradora iniciada na ordem de Sanyas, secretária-geral da Global Interfaith WASH Alliance e presidente da Divine Shakti Foundation

Álvaro Tukano
Diretor do Memorial dos Povos Indígenas; professor; mentor e fundador da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro/FOIRN

Vera Catalão
Professora e Pesquisadora no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Brasília na área de Educação Ambiental e Ecologia Humana

Antonio​ Donato ​Nobre
Cientista; pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA e pesquisador visitante no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe

Ernst Götsch
Criador da Agricultura Sintrópica

Anivaldo Miranda
Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – CBHSF, e coordenador adjunto do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil

André Lima
Secretário de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal

Luiz Oosterbeek
Secretário-Geral do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas e da União Internacional das Ciências Pré-Históricas e Proto-Históricas

Imam Umer Ahmed Ilyasi
Chefe Imã da Índia

Oscar Rivas
Fundador e membro da ONG Sobrevivência

Denise Hamú
Representante no Brasil do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

Fábio Eon
Coordenador dos Programas de Ciências Naturais e Ciências Humanas e Sociais da Representação da UNESCO no Brasil

Roberto Crema
Antropólogo, psicólogo e mestre em ciências humanas e sociais, com formação humanística e transpessoal, é reitor da Universidade Internacional da Paz – Unipaz

Bené Fonteles
Artista visual, escritor e compositor, curador de artes visuais e música. Coordenador do “Movimento Artistas Pela Natureza”

Moema Libera Viezzer
Socióloga, Educadora e Escritora. Consultora especializada em relações de gênero e meio ambiente

Henk Van Schaik
Membro do Conselho de Administração da Water Partner Foundation e Embaixador da Água e Património da ICOMOS NL. Coordena o Water Diplomacy Consortium

Ailton Krenak
Professor dedicado ao movimento indígena

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